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A VIDA MENTAL NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA E SUAS DESORDENS NOS CONVIDAM A UM DEBATE INTERDISCIPLINAR SOBRE TAL FENÔMENO.

A Universidade do Estado da Bahia (UNEB) promove um debate interdisciplinar  sobre o suicídio para estudantes e comunidade em geral.  O evento – gratuito –  acontece no dia 11 de setembro no Campus 01 (Cabula).

Intitulado “(In) Existência, cultura, suicídio”, a atividade é um convite para uma discussão interdisciplinar acerca da vida mental na sociedade contemporânea e suas desordens. Uma mesa redonda terá a participação dos sociólogos Antônio Mateus Soares e Carla Liane, e do antropólogo Osvaldo Fernandez, além da psicóloga  Caroline Severo, e do psiquiatra Victor Pablo Silveira.

Segundo o idealizador do projeto, Antônio Mateus Soares, há um crescimento significativo no índice de suicídios na Bahia. Porém, os dados são confidenciais e as famílias das vítimas preferem omitir. Há ainda, de acordo com o estudioso, uma regulamentação do SUS para não divulgar os dados sem seguir as cautelas necessárias.

O evento conta com o apoio institucional da Holiste Psiquiatria.

 

SERVIÇO

O QUE: Debate interdisciplinar “Inexistência, cultura, suicídio”

QUANTO: Gratuito

QUANDO: 11 de setembro, às 8h46

ONDE: Auditório Jurandir Oliveira, Departamento de Educação, Campus 01.  UNEB – Universidade do Estado da Bahia, Rua Silveira Martins, 2555, Campus 01, Cabula
Salvador, BA

 

O TABU EM TORNO DO SUICÍDIO

suicídio é um ato de extremo desespero, sendo uma das 10 principais causas de morte em todo mundo, e estima-se que ocorram 32 mortes por suicídio ao dia no Brasil. Em 2016, a Bahia registrou oficialmente 412 casos de suicídio – ou seja, mais de uma morte por dia.

“O suicídio ainda é um problema pouco abordado diante dos danos que gera. Entre o tabu de que falar deste assunto gera mais suicídios e o preconceito fruto do desconhecimento da gravidade do ato, o crescimento dos casos recentes chamam mais uma vez para a necessidade de se abordar este tema”, explica a psicóloga Caroline Severo.

Na maioria dos casos, o ato suicida é um sintoma da gravidade de um transtorno mental.  Assim identificar precocemente os sinais de sofrimento intenso é fundamental para reduzir sua incidência.  O psiquiatra Victor Pablo fala sobre comportamentos que indicam que algo pode não estar bem.

“Não acontece de repente. Inclusive, muitas vezes é possível prever essa situação, já que normalmente a pessoa dá certos sinais de alerta. Ela pode apresentar mudanças de comportamento e de humor, se isolar socialmente, apresentar descuido com a própria imagem e com a higiene pessoal, efetuar automutilações, perder peso devido à falta de apetite, diminuir a produtividade e até romper laços afetivos”.